De acordo com estudos (Lopes, 2017; Lovatt, 2013; Murrock & Graor, 2014; Owen, 1999), pessoas que apresentam quadros de depressão, stress, ansiedade, parkinson, dor crônica, câncer, hipertensão, dentre outros, relatam melhora sintomática através da prática da dança.

Seus efeitos terapêuticos se dão pelo uso de reforço, pelas interações grupais, e pela prática da dança em si. 

Assim, populações diversas podem ter suas particularidades atendidas através da terapia ampla que é a dança. Para isso, é importante que professores de dança conheçam as especificidades de seus alunos e psicólogos conheçam os benefícios da dança, e assim sejam feitas as devidas intervenções e encaminhamentos. 

A dança pode servir à Psicologia, e vice-versa.

Enfim, é necessário educar a população sobre os benefícios da dança, afinal, muitos podem ser auxiliados por esta excelente forma de terapia complementar.

Referências:

Lopes, M. C. (2017). Psicologia da dança: um e-book sobre a história da psicologia da dança na ciência e na prática. Maria Cristina Lopes, Rio de Janeiro.

Lovatt, P. (2013). Dance Psychology: The Power of Dance across Behaviour & Thinking. Psychology Review.

Murrock, C. J.; & Graor, C. H. (2014). Effects of dance on depression, physical function, and disability in underserved adults. Journal of Aging and Physical Activity, 22(3), 380-385.

Owen, J. W. (1999). Arts, health and wellbeing: a third way for health? World Hosp Health Serv., 35(2), 3-6.

Giovanna Xavier. Psicóloga Mestre, bailarina e professora de dança do ventre. giovannaxavierpsicologa@hotmail.com \ +55 67 981765572

A dança como terapia complementar

Quando se fala em dança como terapia complementar, é importante esclarecer que a prática da dança: reduz sintomas; promove a saúde integral (além de aspectos técnicos ou físicos); previne doenças; promove interação social; desenvolve habilidades diversas; e melhora a qualidade de vida. De acordo com estudos (Owen, 1999), os efeitos da dança como terapia são eficazes a longo prazo. 

A dança é, então, uma intervenção ampla que pode atender a demandas diversas. Ela não é somente uma forma de tratamento, como também estimula a aquisição de repertórios comportamentais variados (que podem ser generalizados para fora do contexto específico da dança) e promove a saúde integralmente.

Alguns efeitos gerais comprovados cientificamente da prática da dança são: redução do nível de dor; melhora da autoimagem e autoestima; apoio social; autoeficácia; melhora do humor; expressão de emoções; regulação hormonal no corpo; regulação do sono; melhora de funções físicas; melhora da memória e criatividade; etc.