Como lidar com os alunos que não foram escolhidos como destaque?

O ‘diálogo’ com os alunos e os pais novamente é fundamental, levar ao entendimento deles que tudo faz parte do processo de aprendizagem e de que ‘naquele momento’, eles ainda não estão preparados. Os professores devem estimular para os alunos se mantenham motivado, que vejam seus colegas escolhidos como fonte de inspiração para continuarem a se desenvolver, manter as aulas e treinos, ter o preparo emocional para o desafio.


Outras duas ações que podemos realizar são: o feedback individual para cada aluno não selecionado, para que ele saiba quais as suas qualidades e habilidades e o que ele pode melhorar; e após o evento acontecer, chamar o bailarino ou bailarinos que foram selecionados inicialmente para falar sobre como foi a experiência deles, no solo, ou da competição, ou de ser o papel principal, para que ele leve aos colegas os pontos positivos e os pontos negativos deste ‘destaque’, como forma de que os demais entendam tudo o que está envolvido e aprendam também com a experiência dos colegas.

No nosso dia a dia de trabalho com a dança nos deparamos com uma série de situações que para nós professores e diretores de escolas, parecem questões simples, realmente do cotidiano da dança. Porém, muitas vezes para o aluno e pais, são questões de difícil compreensão, que geram dúvidas e inúmeros questionamentos.

Um exemplo que é comum em todas as escolas de dança é a questão da seleção de alunos para participarem de festivais ou serem os papéis principais nas coreografias. Este assunto foi muito bem abordado pela Maria Cristina Lopes em seu Canal no You Tube e a partir deste entendimento temos o “outro lado da moeda”, que é como lidar com os demais alunos que não foram escolhidos por ainda não estarem preparados para esta atuação.

Quando lidamos com ‘escolhas’, faz parte do processo que algo será escolhido em detrimento de outro e esta escolha envolve inúmeras questões inerentes. Na dança isso não muda; quando precisamos escolher quem será o papel principal, quem irá para festival ou quem dançará a coreografia, estamos diante de um processo de escolha que elegerá ‘um’ ou ‘alguns’ em detrimento de outros! Os pontos que nos levam a estas escolhas são: o preparo físico/técnico e o psicológico/emocional; a importância de conversar com os alunos e com seus pais e envolve-los no processo para que haja o entendimento, e principalmente o apoio; e a terceira etapa é justamente esta, a orientação aos demais alunos, que neste momento, não são o ‘destaque’ ou não participarão da coreografia, mas que isso não significa que não são bons e que não podem vir a ser a ‘escolha’ futuramente.

Cintia Diniz - Psicóloga, Pesquisadora, Professora Registrada pela Royal Academy of Dance, Member of the International Dance Council e Consultora de escolas de ballet atuando em todo o Brasil. fb.com/decorpoementecomadanca / @diniz.cintia / cintiadiniz@hotmail.com / +55 11 9.7685-4398 (WhatsApp)