Giovanna Xavier. Psicóloga Mestre, bailarina e professora de dança do ventre. giovannaxavierpsicologa@hotmail.com \ +55 67 981765572

Introduzindo o aluno ao mundo da dança

A dança é um universo especial, fascinante e envolvente, que faz com que muitas pessoas queiram adentrá-lo e possam aprender a dançar também. Por sua vez, os primeiros contatos do aluno com a dança são fundamentais para que esse interesse se mantenha, sendo essencial o papel do professor na introdução do aluno ao meio da dança e ao dançar em si.

Neste artigo, veremos seis orientações psicológicas para conduzir o professor na fase inicial de seu aluno com a dança, proporcionando a maior aprendizagem e acolhimento do mesmo nesse universo novo.


1 – Conheça seu aluno

É muito importante que no primeiro contato com o aluno o professor pergunte o que trouxe ele à aula de dança: sempre quis dançar, deseja aumentar a autoestima, quer cuidar do corpo, deseja ter um momento de lazer... Enfim, são diversas possibilidades de respostas que a dança abrange e quando o professor conhece o objetivo específico de seu aluno direciona seu trabalho para realizá-lo, valorizando a individualidade do mesmo e fazendo-o sentir-se valorizado.

2 – Use analogias e metáforas

O uso de analogias e metáforas para explicar movimentos de dança é um recurso muito interessante, principalmente, para as primeiras aulas do aluno ou para a introdução de novos movimentos. São estímulos que facilitam o aprendizado, pois trazem para a sala de aula experiências do dia-a-dia dos alunos, com as quais já estão habituados. Assim, contribuem para que se sintam mais familiarizados e incluídos no meio da dança, encarando de forma mais simples o aprendizado. O movimento a ser ensinado lembra algum que fazemos no nosso dia-a-dia? Observe, a dança está por toda parte!

3 – Utilize o recurso da cinestesia

Além de o professor demonstrar e explicar o movimento, é fundamental estimular o aluno a conhecer seu próprio corpo nas primeiras aulas de dança. Fora meios como da auto-observação pelo espelho, o toque ao próprio corpo enquanto se executa o movimento estimula que o aluno perceba a movimentação de forma mais concreta, tornando o aprendizado mais seguro e efetivo nos primeiros contatos com a dança.  

4 – Informe e estimule a pesquisar

Proporcione informações relevantes sobre os movimentos e sobre a dança, não focando apenas em sua execução técnica. É interessante também estimular os alunos a pesquisarem. Por exemplo, quais são os benefícios daquele tipo particular de dança? Qual a sua história? A partir disso, os alunos passam a se familiarizar mais com a dança, conhecendo-a de maneira significativa e realizando-a de forma mais consciente.

5 – Traga elementos do dia-a-dia para a sala de aula

Nos primeiros contatos do aluno com a dança, há muitos estímulos novos e desconhecidos à sua volta, o que pode ocasionar o sentimento de insegurança. As orientações dadas anteriormente contribuem para diminuir essa insegurança e promover o acolhimento e aprendizado do aluno, mas ainda outros recursos podem ser usados para auxiliar nessa fase de transição. Que tal adicionar algum elemento que faça parte da vida dos alunos à sala de aula? Trazer uma música que eles conheçam (ou mesmo pedir que eles tragam) para dançarem em um momento da aula ou escutarem no alongamento, é uma sugestão. Trazer objetos comuns que facilitem o aprendizado e percepção dos movimentos também é indicado, tornando a aula mais lúdica. A vida e a dança podem ter muito em comum!

6 – Integre o grupo

Dançar em turma é uma grande integração, que estimula o relacionamento interpessoal e a construção de amizades. No entanto, é importante promover alguns momentos/dinâmicas de colaboração em grupo, em que os alunos possam conversar e se ajudar, dentro da proposta da sua aula. Quando o aluno percebe que não está sozinho, a dança se torna ainda mais prazerosa e acolhedora.

Está começando uma nova turma de dança? Experimente aplicar as orientações acima! Afinal, ensinar a dançar não se trata somente de transmitir movimentos, mas de saber “como” e “porquê” transmiti-los. E, principalmente, de abraçar o seu aluno com toda sua individualidade e história particular no mundo da dança!