Na dança, como em qualquer outro caminho que decidimos traçar, teremos decepções, isto é, acontecimentos que não saem como planejamos, pessoas que confundem e dificultam o nosso caminho, alguns planos bonitos que fazemos somos obrigados a deixá-los para trás e tudo isso dói muito.

A dança enquanto arte não nos decepciona porque arte é a expressão mais pura e espontânea de si, é o ápice da entrega de tudo que somos e acreditamos de maneira muito apaixonada e livre. O que nos decepciona na nossa trajetória com a dança são acontecimentos comuns inerentes a nossa frágil condição humana, que não é perfeita e nunca há de ser, inutilmente se busca a perfeição.

O mundo da dança é construído por pessoas que existencialmente são falhas. Limitações, erros e decepções são inerentes à condição humana. Portanto, devemos estar cientes de que não é a dança em si que nos frustra, mas as pessoas e a nossa frágil condição humana que sempre nos acompanha e por vezes nos confunde.

Todas as vezes que as pessoas e os acontecimentos envolvidos na dança nos apresentarem empecilhos dolorosos que nos paralisam e prejudicam nossa caminhada, precisamos resistir. Uma luz, uma centelha mínima de luz que existe dentro de nós precisa nos fazer acreditar que é só mais um obstáculo no caminho que precisamos vencer para viver este lindo sonho que é dançar.

Compreendendo que a falha do outro e a nossa nada mais é do que a expressão genuína da do ser humano, sendo capaz de perdoar a si ao outro bem como criar estratégias e forças para seguir adiante, apesar de todas as decepções é a ingrediente necessário para seguirmos apesar das decepções. Porque dançar é um sonho e todo sonho se constrói através de muita expectativa, investimento, suor e resistência.

Soraia Mota. Psicóloga e bailarina. CRP3/14337 
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Quando estamos decepcionados com a dança é preciso buscar qualquer motivo para seguir