Maria Cristina Lopes Quando a mente está leve a dança flui Psicologia da dança

Maria Cristina Lopes. Sou formada pela PUC-Rio e mestranda pela Universidade de Coimbra. Trabalho com a dança desde 2013 e desenvolvi o 1º curso de psicologia da dança do Brasil em 2016. Sou defensora da área de psicologia da dança, atendo bailarinos, ofereço consultoria para escolas e companhias e capacito professores e psicólogos nesta área promissora.
Contatos: mariacristinalopes@gmail.com | +55 21 990922685

Existe um estudo científico que estuda a relação dos bailarinos com a dança. A conclusão a qual eles chegaram é a de que os bailarinos tem uma alta identificação com a profissão. Isto não deve surpreender os leitores. Afinal, todos os que leem conhecem, pelo menos um pouco, do mundo da dança. E o que ocorre é que qualquer arte é feita para expressar emoções. É necessário que o artista, ao menos, compreenda as emoções e as transfira para o expectador.

Diferente de muitas outras profissões, a dança também capta apaixonados muito jovens. E desde jovens sonham em dançar e emocionar. Lá naqueles tempos em que o prestígio financeiro não é sequer uma questão. E para a grande maioria dos bailarinos que se perpetuam na dança continua não sendo primordial. São eles que melhor entendem que a paixão, vocação, vida financeira, familiar e rotina devem se encaixar harmonicamente.

Mas às vezes a paixão e a vocação superam outras áreas e bailarinos viajam o mundo buscando encontrar o que deixam para trás em outro lugar. A esperança do bailarino é sempre otimista. E deve ser. O mundo da dança profissional não é acolhedor. Ele expulsa crianças e jovens. Mas presenteia alguns que persistem com um grande talento. Sim, bailarinos tem uma grande identificação com a profissão. Mas não somente por que lida com emoções. Mas por que assim deve ser. E quem não corresponde acaba por viajar por águas mais claras.


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Os bailarinos e a profissão: paixão e realização