Muitas pessoas falam que têm “pensamento gordo” quando têm vontade de comer um chocolate ou um brigadeiro. A verdade é que todos temos desejos às vezes. Isso não necessariamente é um sinal de que você tenha "pensamento gordo", sobretudo por que há muitos pensamentos e atitudes que podem levar ao ganho de peso e não somente uma maneira de pensar e se comportar. Além disso, pode ser que os pensamentos e atitudes estejam muito saudáveis e adequado, mas existam problemas de ordem fisiológica ou hormonal, por exemplo. Dito isso, definitivamente existem atitudes tornam os nossos pensamentos em relação ao alimento problemáticos.


Querendo ou não, nossa vida está preenchida e é alimentada por comida e precisamos buscar uma relação saudável com o alimento. Isso significa dizer que não podemos depender da comida se queremos desenvolver um relacionamento positivo com a comida. Aqui abaixo você pode conferir 3 atitudes que demonstram uma relação que pode ser ruim e problemática com a comida:

1 - Sua mente está sempre voltada para a comida mesmo quando você não está com fome

Se pensar em comida é a sua atividade principal, atenção: sua relação com a comida pode estar indo de mal a pior! Será que você está pensando em comida e isso está, inclusive, te atrapalhando nas atividades rotineiras? Isso pode indicar que você está utilizando o alimento como uma das únicas fontes de prazer disponíveis. Ou seja, comer pode estar sendo a sua forma de lidar com a tristeza, o tédio, a raiva, etc. 

Atenção! O comportamento alimentar não é algo a ser negligenciado. Nos alimentamos várias vezes todos os dias. Ter um relacionamento ruim com a comida é como não viver plenamente a própria vida.

Considerações finais

A alimentação está em tudo na nossa vida. É forma de comunhão familiar, espiritual, social e dá ao corpo o suporte para realizar as atividades simples como andar, respirar, aprender, sorrir e amar. Precisamos modificar a relação com o alimento de forma saudável e que produzirá resultados para a vida toda. Cuidar do comportamento alimentar, da mente e do corpo é sinal de amor e cuidado consigo mesmo! Conheça também o E-book A Dieta da Mente para aprender a lidar melhor com o seu corpo e com o alimento!


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2 - Você recorre à comida quando está estressado, ansioso ou triste.

Talvez você seja assim: sempre que chega estressado do trabalho acaba comendo o resto daquele doce da geladeira. Isso acontece mesmo quando acabou de comer no caminho de casa e está satisfeito. Neste caso, o que regula o momento em que você se alimenta não é a fome, mas a sua emoção. Ao contrário do ponto anterior, você não pensa em comida o tempo todo, mas sempre recorre à comida quando sente alguma emoção desprazerosa. Afinal, qual foi a última vez em que você de fato sentiu fome e não vontade de comer? 

Lembre-se: a comida é uma das maneiras mais simples de sentir prazer instantâneo, mas será que é isso que você quer mesmo? Comer te dá aquele prazer instantâneo, mas resolve suas emoções negativas e problemas diários? Existem muitas formas de lidar com os problemas e as emoções. Mas deixe-me lhe falar: comer excessivamente não é uma delas. 

Maria Cristina Lopes. Psicóloga CRP5/47829. Mestre em Psicologia pela Universidade de Coimbra. Com cursos e atualizações nas áreas de neurociências, terapia cognitiva e psicologia do esporte. Ajuda pessoas a utilizar suas próprias capacidades para melhorar o bem estar, autoestima e ter mais qualidade de vida! ​

3 - Você tem poucos momentos de prazer no seu dia-a-dia

Sua vida é preenchida de trabalho, estudo e cuidados com outras pessoas. Você tem pouco tempo para você mesmo e o momento de prazer no seu dia é o momento da refeição. E mesmo quando sobra um tempinho você prefere descansar. Afinal, está esgotado!

Muitas pessoas com um mau comportamento alimentar carregam o mundo nas costas, são ansiosas e vivem com muito estresse. O primeiro passo é se amar e se cuidar mais. Será que você está assumindo mais atividades do que é capaz? Afinal, por que queremos tanto atingir a perfeição? Estas são questões para refletirmos sobre a nossa relação com o alimento.

Maria Cristina Lopes Quando a mente está leve a dança flui Psicologia da dança